Tenho em mim todos os desejos do mundo, todo o prazer por sentir. Que se contorce nesta amálgama do dia-a-dia... de uma realidade, de um libido paralelo ao da frieza do meu ser; dos nossos seres, que mais não é que uma réstia do que somos.
E onde estou eu nesses meus acordares húmidos, quentes, por entre desejos obscenos de uma pura liquidez. Onde estou, eu o outro, no meu sufoco entre desejos?
E onde estamos nós, quando nos tornamos leões na savana, gemendo que nem pequenos gatos constantemente a caça, sem presas, sem horizonte, a deriva de objectivos.
Pensando em carnes fumegando, mas pensando em querer pensa-lo.
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