Sinto-me tarado, e vou-me tocando, como quem quer extrair toda a gota de uma uva; mato o tempo e conto minutos aparando meus pêlos, como se de um ritual de caça ou de guerra se tratasse. Esperando uma pré-matança, que me faz presa e fera.
Imóvel por não saber o que decidir, o que tocar... Acordo seco de boca e molhado de dureza, tanta é a saliva que engulo pensando. A língua fugindo da minha boca acompanha meus pensamentos obscenos, apetece-me foder, sentir a carne roçando, com seu cheiro, humidade, o seu atrito, o seu som... O som do meu corpo batendo em outro, o som do meu leite jorrado sobre ti, sobre o teu olhar...
O olhar tem som, e é esse que quero ouvir.
1 comment:
Gostei do extâse do olhar, que queres ouvir.
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